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Hospital São Vicente de Paulo (RJ) leva conforto e alegria a pacientes internados e em hemodiálise com tarde de contação de histórias

Emoção, alívio e alegria deram o tom em uma tarde especial no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP-RJ). Os poemas e histórias curtas apresentados pela biblioterapeuta Iolandir de Freitas a pacientes internados e do setor de hemodiálise da unidade deixaram o ambiente mais leve. “Eu achei a atividade fantástica, fico até comovida. Eu sou médica e estou sempre do outro lado, prestando atendimento. Ficar internado é muito ruim, mesmo sendo muito bem tratado, como eu estou sendo aqui. Me aliviou a alma”, contou, com lágrimas nos olhos, a dermatologista Flávia Letícia Lorenzi. Outra paciente, Márcia Pezzi de Souza, que está internada há cerca de um mês, também aprovou a ação. “Eu gostei muito e me emocionei, estou até chorosa”, confessou. Internada devido a uma dor abdominal, a paciente Vilsa Abreu até esqueceu o sofrimento: “a poesia melhora o dia e traz alegria. Eu adorei”, afirmou ela.

Na Sala de hemodiálise, além de convidar os pacientes em tratamento a completar os versos de Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, a professora de literatura Iolandir contou histórias e convidou os pacientes a lerem textos curtos. Para Érika Regina, que está na fila para fazer transplante de rim, a poesia desperta o sentimento de esperança de que a situação de saúde em que ela se encontra vá mudar: “o meu grande sonho e de toda a minha família, é que, em breve, o meu novo rim vai chegar”. 

A tarde de contação de histórias foi idealizada pela equipe de Hospitalidade do HSVP, com o intuito de proporcionar uma experiência humanizada aos pacientes. “Nosso objetivo é criar um ambiente de acolhimento, que possa diminuir a angústia e a ansiedade causadas pelo tratamento ou internação e deixá-los mais esperançosos. Ações como esta melhoram o estado de espírito dos pacientes, o que está diretamente ligado à recuperação do corpo, além de aproximar ainda mais pacientes e acompanhantes e a equipe multidisciplinar responsável”, afirma Jullyana Mezabarba, gerente de Hospitalidade do hospital. 

Formada em Letras e com pós-graduação em psicogerontologia, a contadora de histórias Iolandir frisa que a ideia central da atividade é fazer com que os participantes interajam e falem também sobre suas próprias experiências. “Eu escolho temas leves, que fazem os pacientes viajar. Trabalho com literatura de diversos países e uso textos não literários também. Para mim, é muito gratificante ter o retorno deles”, diz. 

Fonte: Hospital São Vicente de Paulo (RJ)

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