Este conteúdo é de autoria de um hospital associado à Anahp

Diagnóstico aponta estado de preservação do bosque do Hospital Moinhos de Vento

Laudo Fitossanitário detalhou as condições de cada espécime do complexo hospitalar

Com quase 90 anos de existência, os 3 mil m² do parque vegetal do Complexo Hospitalar do Moinhos de Vento foram analisados minuciosamente por um grupo de profissionais. A pesquisa, realizada por uma empresa de estudos ambientais, identificou a origem das espécies, as condições sanitárias de cada árvore e os possíveis riscos oferecidos à infraestrutura dos prédios e à integridade dos caminhantes. 

 O diagnóstico aponta que 113 das 759 árvores do local devem ser removidas. “Muitas cresceram demais e, além de estarem muito próximas de tubulações da rede elétrica e de gás, têm comprometido o desenvolvimento de outras menores, que não recebem sol”, explica o responsável pelo projeto estratégico de gestão ambiental do Hospital Moinhos de Vento, Rogério Almeida da Silva.

 Para minimizar o impacto ambiental, a equipe aguarda o licenciamento da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM). Como compensação, o Hospital irá plantar 800 árvores, de espécimes – e em locais – definidos pela prefeitura.  Procedimento semelhante aconteceu em 2004, quando foi construído o prédio-garagem com entrada na rua Tiradentes. Para minimizar a perda ambiental, o Moinhos plantou 300 árvores entre as ruas Carlos Gomes e Ipiranga, assim como na continuação da Carlos Gomes em direção ao Aeroporto, no corredor de ônibus, que estava em construção na época.

 A Habitat indicou ainda o manejo de outras 156 unidades, com a poda de copas e galhos secos ou muito próximos ao prédio.

O bosque do Hospital Moinhos de Vento

Outro objetivo do estudo foi traçar um histórico preciso de toda a biodiversidade do bosque, que corresponde a 10% da área total do complexo hospitalar. Foram contabilizadas e catalogadas 759 árvores de 86 espécies diferentes. A mais comum é a Pitangueira, com 148 unidades, seguida de Chal-chal (53), Capororoca (50) e Farinha-seca (38).

Dado curioso é que 52% das espécies são exóticas, contra 48% de nativas. Uma explicação – amparada pela presença de um Pinheiro originário da Alemanha – é que os fundadores do hospital trouxeram consigo sementes nativas de sua terra e as plantaram no local, há quase 90 anos. Os maiores espécimes do parque vegetal são as Grevilhas, que atingem mais de 24 metros de altura.

Para Rogério, o surgimento e expansão da mata deve-se muito mais à ação da natureza do que ao plantio. “Os sabiás, por exemplo, se alimentam das pitangas, uma planta nativa, e, por meio de excrementos, espalham as sementes em outros pontos, gerando assim a ampliação do maciço vegetal”, esclarece.

A maior parte das árvores tem mais de 80 anos, idade próxima a de muitos pacientes que, não raro, são vistos em passeios terapêuticos pelo bosque. “É um bom lugar para relaxar. Temos muitos testemunhos de pessoas que dizem que dá uma calma, um alívio. É uma atmosfera muito tranquila e muito agradável, o que certamente ajuda na recuperação”, comenta.

Fonte: Hospital Moinhos de Vento –19.06.2015

Compartilhe

Você também pode gostar: