Este conteúdo é de autoria de um hospital associado à Anahp

Hospital Metropolitano promove palestra sobre zika para médicos e comunidade

Para colaborar no combate ao avanço do zika vírus no Estado, o Hospital Metropolitano vai promover duas palestras no próximo dia 21: uma para profissionais da saúde, outra para a comunidade. A proposta é dar orientações a médicos e enfermeiros para o atendimento dos casos suspeitos e, ao mesmo tempo, informar a população sobre a doença e como eliminar os focos do Aedes aegypti, mosquito transmissor.

A convite da instituição, o infectologista Tálib Moysés Moussallem, do Núcleo Especial de Vigilância Epidemiológica – Grupo de Trabalho de Dengue, Chikungunya e Zika da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), vai fazer a palestra.

Para médicos e enfermeiros, a apresentação será realizada a partir das 14 horas, no auditório do hospital, com enfoque mais técnico a fim de orientá-los sobre a assistência a pacientes e a investigação de casos.

Doença desconhecida

“Temos, diante de nós, uma doença pouco conhecida. Não só por brasileiros, mas, no mundo todo, esta infecção foi descrita em poucas localidades. Desde o ano passado, foi introduzida no Brasil e tem surgido em outros países latino-americanos. A maior preocupação hoje é a associação do zika vírus com a microcefalia, pelas sequelas neurológicas decorrentes desse quadro, e pela dimensão tomada pela epidemia, principalmente em estados do Nordeste”, observou o infectologista Alexandre Rodrigues da Silva, do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Metropolitano, ao comentar a relevância de promover as palestras.

À comunidade, a apresentação será feita a partir das 15h30, no mesmo local. O hospital vai mobilizar lideranças comunitárias e religiosas para reunir um grupo de 200 pessoas para participar da ação. Depois, a expectativa é que esse público torne-se multiplicador das orientações que serão repassadas.

“O grande desafio é erradicar o Aedes aegypti. Temos que acabar com os focos no Brasil inteiro, de modo a impedir a transmissão da dengue, do zika e da chikungunya. Considerando que 80% dos focos estão dentro dos domicílios, não se faz controle sem a participação ativa da população”, destacou Alexandre Rodrigues.

Medida pontual

O infectologista do Hospital Metropolitano alertou ainda que não há tratamento específico para o zika vírus e, embora o repelente esteja sendo usado como prevenção, trata-se apenas de uma medida pontual.

“Comparando com a dengue, que está há décadas no País, devemos também projetar décadas de circulação e novos casos de infecção pelo zika vírus se nada for feito de modo efetivo para mudar este cenário. Então, usar repelente não é sustentável para a população em geral, durante tanto tempo. Por isso, todos somos atores para reverter esse quadro e a única solução é acabar com os focos do mosquito”, assegurou Alexandre Rodrigues.

Outra preocupação do infectologista é com o surgimento de boatos em relação à doença e, diante dessa situação, ele acredita que a realização das palestras vai contribuir para o esclarecimento de dúvidas e para a disseminação de informações corretas a respeito do zika vírus.

Fonte: Hospital Metropolitano – 18.12.2015

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