Este conteúdo é de autoria de um hospital associado à Anahp

Hospital São Vicente de Paulo (RJ) promove ações para o Setembro Amarelo

Estresse, ansiedade, episódios depressivos e depressão recorrente estão entre os principais motivos de afastamento no trabalho, de acordo com dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho da Iniciativa SmartLab de Trabalho Decente, coordenada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para o Brasil. O levantamento mostra ainda que houve um aumento de 134% de benefícios por incapacidade temporária associados à saúde mental no trabalho, que passaram de 201 mil casos em 2022 para 472 mil em 2024. Para a psicóloga e supervisora da equipe de Psicologia do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP-RJ), Franciely Bottaro, o conhecimento é uma importante ferramenta de cuidado. “Quanto mais compreendemos os sinais de sofrimento psíquico, os fatores de risco e as formas de acolhimento, mais efetiva e empática pode ser nossa atuação”, afirma.

Pensando nisso, o HSVP promoveu o evento ‘Setembro Amarelo: Saiba + Cuide Melhor!’, voltado aos seus colaboradores. “O objetivo principal é sensibilizar, capacitar e orientar as equipes das diversas áreas do hospital com temas atualizados, informações sobre recursos de apoio, suporte social e cuidado às pessoas em risco”, explica a psicóloga.

“Setembro Amarelo é tempo de lembrar que ninguém está sozinho. Em nosso caminho, guiados pelo Carisma Vicentino, também cuidamos com carinho de quem dedica a vida a cuidar do próximo. Porque apoiar nossos colaboradores é valorizar a vida em todas as formas e assim fortalecemos nossa missão de oferecer um atendimento humano, compassivo e integral aos nossos pacientes”, sublinha a diretora geral do HSVP, Irmã Maria Aparecida Cirico Maciel.

O evento

A programação teve início com um treinamento direcionado a supervisores, coordenadores e gerentes, com orientações sobre como lidar com pessoas da equipe que estejam passando por sofrimento emocional. O manejo hospitalar do paciente em risco, o uso de redes sociais, os recursos de apoio e suporte comunitário e o perdão como ferramenta de cuidado foram os temas abordados ao longo da programação, que contou com profissionais da Psicologia, da Enfermagem, do Serviço Social e da Pastoral da Saúde do Hospital.

Além das palestras, os participantes que atuam no Pronto Atendimento e no CTI do HSVP tiveram a chance de usufruir da Sala de Acolhimento, um ambiente dedicado ao relaxamento e uma pausa durante o trabalho. A iniciativa contou com psicólogos e o apoio da Pastoral da Saúde, incentivando o uso de estratégias de bem-estar. “O ambiente foi pensado para oferecer momentos de alívio emocional e estimular o diálogo sobre saúde mental e autocuidado”, acrescenta Franciely.

Oficinas terapêuticas

Outra iniciativa inspirada pela campanha Setembro Amarelo foi desenvolvida pela Gestão de Apoio ao Colaborador (GAC), no Espaço do Colaborador do hospital. A entrada do local foi ornamentada com frases motivacionais, como ‘Você é mais importante do que imagina’ e ‘Não tenha medo de pedir ajuda’. A psicóloga Márcia Cuerci, da equipe de atendimento do Espaço Saúde e Vida, que oferece cuidados de saúde aos colaboradores, idealizou as oficinas terapêuticas A.COR.DAR. “A ideia era estimular a reflexão sobre os motivos individuais que tornam a vida valiosa, falar sobre a importância de discutir a saúde mental, de buscar ajuda quando necessário e de apoiar as pessoas ao nosso redor. O nome da oficina é um jogo de palavras com ‘acordar’ e ‘dar cor’. Sugere despertar para a vida, para si mesmo e trazer cor às emoções”, ressalta. A abordagem terapêutica nestas atividades contou com pintura, musicoterapia e o uso de técnicas integrativas, como respiração profunda e consciente.

“Por meio destas atividades que envolvem expressão artística e reconexão interior, buscamos proporcionar momentos de acolhimento, escuta e expressão, incentivando a busca pelo equilíbrio mental, físico e emocional. A arte expressiva permite que cada participante possa (re)construir sua própria narrativa, reconhecendo suas emoções, ressignificando vivências e se reconectando com sua essência”, conclui.

Fonte: Hospital São Vicente de Paulo (RJ)

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