Este conteúdo é de autoria de um hospital associado à Anahp

Hospital Anchieta realiza ablação inédita por campo pulsado em paciente com fibrilação atrial

Nova técnica traz mais segurança, rapidez e eficácia no tratamento de arritmias cardíacas

O Hospital Anchieta Taguatinga, realizou pela primeira vez, no grupo Kora Saúde, uma cirurgia de ablação por campo pulsado (Pulse Field Ablation) em um paciente com fibrilação atrial persistente. O procedimento, considerado uma das técnicas mais modernas no tratamento de arritmias, foi conduzido pelo cardiologista Renato David, coordenador do serviço de arritmologia e marcapasso da instituição.

O paciente, homem de 56 anos e maratonista, até então saudável, começou a apresentar palpitações, cansaço e perda de desempenho físico no final do ano passado. Os exames mostraram que ele havia desenvolvido fibrilação atrial persistente, quadro que evoluiu para taquicardiomiopatia, condição em que a arritmia leva à perda de força e função do coração.

Segundo o especialista, a intervenção foi essencial para evitar complicações graves e preservar a vida do paciente. O quadro de fibrilação atrial havia provocado perda significativa da função cardíaca, comprometendo atividades do dia a dia e a prática esportiva.

“Esse paciente entrou em um círculo vicioso de piora da função cardíaca e da qualidade de vida. Sem a reversão da arritmia, ele teria grande risco de insuficiência cardíaca e até de morte. Com a ablação, esperamos que recupere a função do coração e possa retomar suas atividades, incluindo as maratonas”, explica Renato David.

Vantagens da nova técnica

A ablação por campo pulsado é uma tecnologia que utiliza pulsos elétricos de alta intensidade para cauterizar áreas específicas do músculo cardíaco, eliminando os focos da arritmia. Diferente das técnicas convencionais, que usam calor ou frio, o novo método reduz de forma significativa os riscos de complicações graves, como estenose de veias pulmonares ou lesão esofágica.

Além disso, consiste em aplicar energia para cauterizar as áreas do coração que geram a arritmia. O objetivo é interromper os circuitos elétricos anormais e restabelecer os batimentos cardíacos regulares. A principal vantagem em relação ao tratamento convencional está em maior taxa de sucesso, menor necessidade de uso contínuo de medicamentos, prevenção de complicações.

“É uma técnica mais precisa, rápida e segura. O procedimento costuma durar menos tempo, o paciente permanece menos no hospital e a taxa de sucesso é semelhante ou até superior às técnicas tradicionais. Na Europa, já representa cerca de 50% das ablações realizadas, e nos Estados Unidos vem ganhando cada vez mais espaço”, destaca o cardiologista.

Recuperação e expectativa de vida

A recuperação também é um diferencial do procedimento. Na maioria dos casos, o paciente pode retomar atividades leves poucos dias após a cirurgia, com melhora progressiva. Após o procedimento, o paciente permanece em observação na UTI por 24 horas, sendo liberado para o quarto e, em seguida, para casa.

“Nosso objetivo é devolver ao paciente um coração saudável, que permita uma vida longa e com qualidade. Esse tipo de procedimento não só melhora a condição clínica, mas comprovadamente reduz risco de morte em comparação ao tratamento apenas com medicamentos”, completa Renato David.

A fibrilação atrial é uma das arritmias mais comuns, especialmente em pessoas acima de 60 anos, e pode aumentar o risco de insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC). Por isso, o diagnóstico precoce e o acesso a técnicas modernas, como a ablação, são fundamentais para evitar complicações graves.

Inovação em Brasília

Embora já consolidada na Europa e nos Estados Unidos, a ablação por campo pulsado chegou recentemente ao Brasil. Em Brasília, poucos procedimentos foram realizados até o momento, e o caso do Hospital Anchieta representa um marco para a rede Kora Saúde.

“Conseguimos oferecer ao paciente o que há de mais moderno e seguro em cardiologia intervencionista. Esse procedimento reforça a capacidade do Hospital Anchieta de trazer inovações com impacto direto na vida das pessoas”, conclui o cardiologista.

Fonte: Hospital Anchieta Taguatinga

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